domingo, 18 de agosto de 2013

TURMA DE DANÇA - NOVIDADES NOS HORÁRIOS!

No eterno ciclo da vida, a nossa turma de dança evoluiu...agora além de temos todos os ritmos possíveis e imagináveis, vamos também dançar aos sábados 10:30, em seguida 30 minutos de alongamento. Imperdível.
A música não pára, e a proposta da aula é trabalho cardiovascular, emagrecimento , melhoria da coordenação  motora, auto-estima e diversão, tudo junto.

Vale tudo! E temos feito grandes progressos com os participantes, estou surpreso e orgulhoso da turma! Parabéns à todos!!!



·       Estilos: samba, gafieira, hip hop, funk, forró, soft street, pop, jazz, mix latino e alongamento. Tem ainda o esperado "momento baixaria", não adianta especular, só vai saber o que é quem participar das aulas.
·       Horário: segundas, quartas e sextas: 07h30min às 08h30min; sábado 10:30 dança, 11:30 alongamento.
·       Local: Academia Plataforma doEquilíbrio, R. Prof. Francisco de Oliveira Porto, 550, Jardim Luna. No sentido praia/centro, entra na esquina da Mobile, - móveis e segue em frente. Siga o link que tem o mapa na dúvida olhe a foto.

·       Público alvo: Pessoas de ambos os sexos com ou sem experiência em dança, mas que tenham vontade ou gostem de dançar, sem faixa etária definida, o compromisso é com a diversão e a melhoria da autoestima.
·       Valor: R$ 100,00, as atividades da academia como musculação etc. são separadas, mas estão oferecendo excelentes pacotes para os matriculados na dança, na verdade todos ficaram matriculados na academia também!!! Primeira aula experimental é gratuita.

        

sexta-feira, 26 de julho de 2013

NOVIDADES NA SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL PARA ATIVIDADE FÍSICA - UFPB

         No dia 26 de julho de 2013, tive o privilégio de participar de uma palestra aberta aos profissionais das áreas de Educação Física, Nutrição e Engenharia de Alimentos no Centro de Tecnologia na UFPB, com o PHD Julio Orlando Tirapegui Toledo, sobre suplementação para atividade física, agora, repasso para vocês os pontos mais quentes, as novidades.
Porém farei ressalvas importantes logo no início para que ninguém deixe de ler. Suplementação, na visão do palestrante, só deve ser aplicada aos atletas ou pessoas com treinamento similar a atletas; 30% dos suplementos analisados continham substâncias proibidas ou não listadas nos rótulos (se eu ainda tivesse cabelo, estaria todo em pé agora!); o melhor, os suplementos nem sempre apresentam aquilo que listam nos rótulos!(jura? Aqui no Brasil? Alguém desconfiava disso?).

·        Suplementação de Glutamina:
A glutamina é um dos aminoácidos constituintes das proteínas e o mais abundante no plasma e tecidos, principalmente no muscular. Embora não seja um aminoácido essencial, isto é, nosso organismo tem a capacidade de produzi-lo, este é largamente consumido pelas células do intestino, sistema imunológico e rins, em condições normais do dia-a-dia, acentuando-se mais ainda em atividade física de forma diretamente proporcional ao esforço. Ela exerce funções muito importantes como: diminuição do catabolismo musculo-proteico (quebra de uma substância, principalmente proteínas, para obter energia, degradação), equilíbrio no metabolismo de aminoácidos, atuação para melhora de doenças intestinais por ser o “combustível energético” das células intestinais, desintoxicação da amônia.
Durante situações de estresse como infecções, traumas, câncer e prática esportiva extenuante ocorrem mudanças nas concentrações de glutamina. Os rins, fígado, sistema imunológico e intestino necessitam de maior concentração de desta, precisando de fornecimento extra através da dieta. Vários trabalhos apontam que exercícios prolongados e intensos podem levar a menor disponibilidade de glutamina para as células do sistema imunológico, tornando o atleta mais suscetível a infecções respiratórias, o conhecido efeito imunossupressor.

·        Efeito esperado: Diminuição do catabolismo (perda de massa muscular), aumento da imunidade.
·        Recomendação de uso: 5 gramas diluídas em 300ml de água, 30 minutos antes do treino.


·        Suplementação de Leucina:

A leucina é um dos 20 aminoácidos que as células do corpo humano utilizam para sintetizar proteínas, entretanto, não o produz, fazendo dele um aminoácido essencial. É fundamental na síntese proteica e atua como fonte de energia durante o exercício intenso aumentando a resistência e reduzindo os efeitos da fadiga.
Pesquisas iniciais apontaram respostas promissoras no tratamento e prevenção de situações clínicas como sarcopenia e diabetes tipo2, porém pesquisas feitas pelo palestrante demonstraram uma efetiva redução de gordura corporal total, e ainda mais acentuada na região do abdômen.
·        Efeito esperado: aumento de massa muscular, diminuição do tempo de recuperação, redução de massa magra total e circunferência abdominal.
·        Recomendação de uso: a leucina é encontrada no milho e no leite, para quem vai suplementar, ainda não foi definidas as quantidades, se você já utiliza BCAA’s, então já está suplementando este aminoácido.


·        Suplementação de Beta-hidroxi beta-metilbutirato (HMB):
O beta-hidroxi beta-metilbutirato (HMB) é um metabólito da leucina que foi inicialmente estudado devido aos seus efeitos anticatabólicos, ganhos de força e massa muscular em praticantes de musculação que fizeram uso suplementar deste em sua dieta.
Como funciona? O mecanismo é diferente dos compostos anteriormente citados, o HMB ajuda a diminuir a proteólise, um processo natural de degradação do tecido muscular, e que ocorre após a prática de uma atividade física intensa. O que dá ao organismo um tempo a mais em estado anabólico, em estado de reconstrução muscular.
·        Efeito esperado: aumento de massa muscular.
·        Recomendação de uso: lembre-se de que o HMB é um subproduto da leucina, e que se você já está suplementando BCAA, provavelmente não precisa mais suplementar nem leucina, nem HMB. No caso de atletas, ou pessoas com treinamento próximo aos níveis de atletas, tenho alunos de personal que se encaixam nesta descrição, existe HMB em cápsulas, o indicado são de 2 a 3 gramas por dia, divididos em 20 minutos antes do treino logo após.


·        Suplementação de Picolinato de cromo:
O picolinato de cromo tem se mostrado eficaz na inibição da vontade de ingerir doces. Parece fábula: a fada Sininho e o coelhinho da páscoa usam muito para manter a silhueta impecável! Mas não é mentira não, é verdade científica e funciona assim: “O cromo é um mineral-traço essencial que participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente co-atuando com a insulina, melhorando a tolerância à glicose. Contudo, por agir estimulando a sensibilidade à insulina, o cromo pode influenciar também no metabolismo protéico, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos e, consequentemente, aumentando a síntese protéica” (GOMES, ROGERO, TIRAPEGUI, 2005). Para ler o trabalho na íntegra siga o link.

O picolinato de cromo é a forma pela qual este mineral é mais facilmente absorvido pelo organismo, ao estabilizar os níveis de glicose sanguínea, ameniza a fome e a necessidade de consumir alimentos ricos em carboidratos, como os doces e outras guloseimas.        
·        Efeito esperado: redução da vontade de ingerir alimentos ricos em calorias como doces, redução de gordura corporal.
·        Recomendação de uso: o cromo em excesso é tóxico, entre os efeitos colaterais estão dores de cabeça, insônia, transtornos gástricos e vômitos. Em caso de intoxicação profunda ocorrem danos hepáticos, anemia, e insuficiência renal. O cromo é encontrado naturalmente em brócolis, nozes, fígado, ameixa, maçã com casca, levedo de cerveja, cereais integrais, queijos, cogumelos, espinafre e vinhos. Em suplementos a dosagem não deve ultrapassar 200 mcg/dia.

terça-feira, 23 de julho de 2013

ATIVIDADE FÍSICA COMO ALTERNATIVA NO TRATAMENTO DA ARTROSE

Em geral, a causa da artrose ainda não é completamente explicada. Ela está relacionada ao envelhecimento, mas este não deve ser citado como causa principal. A postagem a seguir baseia-se no Consenso Brasileiro para o Tratamento da Osteoartrite (artrose), trabalho realizado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, que fixa conceitos e tratamentos. Com base no artigo original a artrose é definida como “... uma doença crônica, multifatorial que leva à incapacidade funcional progressiva. O tratamento deve ser também multidisciplinar e buscar a melhora funcional, mecânica e clínica.”. Pode seguir o link que você encontra o documento na íntegra, é pequeno, dá para ler em cinco minutos.
Sabemos que a artrose tem base genética, como muitas doenças degenerativas e que fraturas ou outras lesões nas articulações podem evoluir futuramente para a doença; que permanecer acima do peso aumenta o risco de desenvolvê-la na bacia, nos joelhos, nos tornozelos e nas articulações dos pés; que sobrecargas excessivas e/ou repetitivas, seja em trabalho ou esporte, no longo prazo, podem desencadeá-la, porém o ponto mais importante a ressaltar é fator  sobrepeso, preponderante na prevalência desta enfermidade.
Diversos trabalhos apontam o resultado da sobrecarga nas articulações anteriormente citadas, como no trabalho “Influência da Idade e da Obesidade noDiagnóstico Sugestivo de Artrose de Joelho” – FRANCO, Lígia Rodrigues; SIMÃO, Loiane Santos; PIRES, Eduardo Di Oliveira; GUIMARÃES, Élcio Alves. 2009 que trata especificamente da artrose no joelho em um grupo de idosos de uma determinada cidade, no qual foi aferido que, aqueles que estavam com sobrepeso, apresentavam uma maior prevalência da enfermidade em questão. Quem gosta de se informar um pouco mais pode seguir o link, o trabalho é pequeno e fácil de entender.
Algumas doenças também estão relacionadas ao desenvolvimento da artrose, como distúrbios de coagulação que causam hemorragia na articulação (hemofilia), distúrbios que podem bloquear ou reduzir drasticamente o aporte sanguíneo próximo a articulação (necrose vascular), outros tipos de doenças reumáticas como gôta crônica, pseudogôta ou artrite reumatoide. Aqui no blog vamos nos ater apenas aos fatores relacionados à atividade física e aos benefícios que podemos obter com a sua prática para a prevenção deste problema.

O Consenso Brasileiro para o Tratamento da Osteoartrite (artrose) faz dois tipos de recomendações quanto ao tratamento não farmacológico da artrose:

1 - Programa Educativo:
·        “Esclarecimento sobre a doença: salientar que a doença não é sinônimo de envelhecimento, e está relacionada a capacidade funcional, sendo que a intervenção terapêutica trará considerável melhora da qualidade de vida.” Infelizmente não é o que vem acontecendo em muitos consultórios médicos, tenho encontrado diversos clientes que se queixam ter ouvido a seguinte frase: “ não se preocupe D. fulana/ Seu fulano, isso é da idade mesmo...” muito ruim para autoestima.
·         “Motivar e envolver o paciente no seu tratamento, pois o paciente é um agente ativo no seu programa de reabilitação.” Falar, explicar, conversar, informar, lembre-se somos seres humanos, não robôs...
·       
“A prática de atividades físicas esportivas deve ser estimulada, porém sob orientação de um profissional habilitado.” Pelo amor de zeus, não contratem um estagiário, um provisionado (provisionado não pode atuar como personal!!!www.cref10.org.br/), lembre-se, é seu corpo, não tem devolução, você só tem este!!! Barato é o marido da barata, veja o currículo. Negocie. O profissional de educação física, geralmente, não é mercenário, vê a necessidade do cliente antes do lucro. Bom pelo menos antigamente era assim...
·        “Orientação para cuidados com relação ao uso de rampas.”
·  “Orientação com relação à ergonomia do trabalho doméstico e ou profissional.” Altura adequada dos móveis, cama, mesas, cadeiras, como se abaixar, levantar-se, segurar pequenas cargas, evitar grandes cargas.

2 – Exercícios Terapêuticos (prescrição individualizada) – (fisioterapia): agora fica bom!
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“Fortalecimento – ganho de massa muscular. O fortalecimento do músculo quadríceps deve ser feito nas artrites do joelho.” Quando fortalecemos a musculatura que envolve aquela articulação afetada, principalmente se esta suporta o peso do corpo, aliviamos a sobrecarga exercida diretamente sobre a articulação, que é dissipada para as estruturas adjacentes, tendões e músculos, que estão mais fortes, suportando assim o peso, não só durante o movimento, mas também com o indivíduo parado, além de manter saudáveis as outras estruturas de amortecimentos que são as cartilagens.
·       
“Aeróbios – Condicionamento físico.” Além de melhorar a qualidade de vida de forma geral, taxas metabólicas, glicemia, etc. tem como função principal a manutenção de um peso adequado, evitando o perigoso excesso tão prejudicial não apenas a artrose, mas a saúde de um modo geral.

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“Alongamento – Flexibilidade.” Os exercícios de alongamento e flexibilidade, ajudam a manter a amplitude articular normal, visto que a artrose tende a reduzir bastante a mobilidade. É bom saber que a imobilidade de uma articulação tende a agravar os efeitos de doença, então: MEXA-SE!!! Ah quase esqueci! Se você ficou com dúvidas ou não acreditou no que escrevi aqui, parabéns, siga os links, pense por si, seja único e feliz. Depois vamos conversar. Abraço!!!!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

ATIVIDADE FÍSICA: TERCEIRA IDADE COM QUALIDADE E FELICIDADE!

Envelhecer é um processo natural e inexorável, que se impõe aos indivíduos e que transcorre de maneira distinta, com mais ou menos qualidade, e velocidade, dependendo de fatores, biopsicossociais. Alguns destes fatores, aqueles que podem manipulados por hábitos saudáveis, são poderosos aliados ao nosso favor na luta por uma terceira idade com mais saúde e qualidade de vida. A temida genética, fator teoricamente não manipulável, pode ser trabalhada sim, por diversos tipos de estratégias, quanto mais cedo começar melhor. É isso mesmo! Dá até pra dar um drible na genética, mas, de leve...


Os efeitos do envelhecimento começam bem cedo, alguns autores sugerem entre 28 e 32 anos, contudo só começam a ser realmente percebido pelo olhar destreinado do leigo, no idoso. Descreverei a seguir, resumidamente, os vários tipos de alterações pelos quais passamos neste processo. Pessoal! Sem pânico! É um aviso para que todos se cuidem!

1.    Alterações neurológicas, cognitivas e sensoriais: vertigens, desequilíbrios, atraso das respostas sensoriais e motoras e a cognição (aprendizado) também são comprometidos. A percepção espaço-temporal também é afetada (calcular distância e tempo juntos, ex. atravessar uma rua), mas o principal ponto a destacar para o idoso, saudável é que, devido aos déficits nos processos mentais, as respostas aos estímulos esternos tornam-se mais lentas, o que poderá ocasionar acidentes e quedas.
2.    Alterações das funções cardiopulmonar e linfática: diminuição dos alvéolos pulmonares, músculos respiratórios tornam-se menos potentes levando ao acúmulo de secreção pela diminuição do reflexo da tosse, que gera o acúmulo de impurezas e o aumento de infecções respiratórias. Os nódulos linfáticos diminuem. A elasticidade dos vasos sanguíneos e o aumento da resistência vascular periférica elevam a pressão arterial sistólica, a ocorrência de hipertensão arterial sistêmica, HAS e a insuficiência cardíaca são comuns nesta fase da vida.
3.    Alterações do sistema digestório, metabolismo: ocorre a redução da funcionalidade gastrointestinal provocando a alteração na digestão e absorção dos alimentos ingeridos, modificações nos receptores gustativos e olfativos associados à sensação de plenitude gástrica e anorexia comprometem a ingestão, levando a extremos: desnutrição, por dieta não balanceada, ou obesidade por ingestão excessiva de carboidratos associada ao sedentarismo típico da idade. A redução de diversos tipos de secreções gástricas ou pancreáticas necessárias na digestão e absorção e determinados tipos de nutrientes, concorrem para a menor absorção destes: cálcio, ferro, etc. No metabolismo pode ocorrer a redução da produção natural de insulina gerando intolerância aos carboidratos o que altera a curva glicêmica, o aumento sérico do colesterol total podem estar elevados e em conjunto com a HAS eleva a incidência de aterosclerose, não confundir com arteriosclerose. Mas o principal é: o envelhecimento é acompanhado de menor necessidade calórica, do aumento do catabolismo, e diminuição acentuada do anabolismo, ou seja: a contagem regressiva começou...mas dá para desacelerar! Só depende de você, continue lendo.
4.    Alterações renais, sistema tegumentar (pele), sistema imunológico, sistema endócrino e hormonal: Os rins vão reduzindo linearmente com a idade a capacidade de filtrar devido a diminuição no número de néfrons funcionais e a queda do hormônio antidiurético aldosterona – ADH. A pele torna-se mais seca e fina causando frequentes traumas e lacerações, fragilidade capilar aumenta. Imunosenescência é a designação das alterações que ocorrem no sistema imunológico do idoso, as neoplasias, infecções e doenças crônico-degenerativas são algumas das doenças mais comuns. A redução da produção hormonal é paralela ao envelhecimento, podemos citar como os mais percebidos o hormônio do crescimento – GH, a progesterona, a testosterona, a aldosterona e desidroepiandrosterona – DHEA. Na mulher, ocorre a menopausa e no homem pode ou não ocorrer a andropausa.
5.    Alterações na composição corporal: A perda de massa muscular e o aumento de gordura que se inicia por volta dos 50 anos são de mais ou menos 30%, sendo mais perceptível no sexo masculino, devido a decréscimos hormonais ocorre a perda de massa óssea e desmineralização tornando-os quebradiços, mais perceptível no sexo feminino. As articulações reduzem sua mobilidade. A estatura diminui devido ao achatamento dos discos intervertebrais e modificações posturais produzidas pela fraqueza nos músculos eretores e estabilizadores da coluna. A fraqueza muscular, na minha experiência com idosos, é o pior efeito do envelhecimento, pois muitas vezes incapacita-o para atividades corriqueiras, privando-o da liberdade e mesmo da dignidade de, por exemplo, tomar um banho sozinho.
Todos nós, pelo menos aqueles que tiverem sorte, vamos chegar lá, se ainda não chegamos, certamente temos um parente querido, uma mãe, um pai, uma avó que seja precisando de cuidados. Pois bem a resposta está na sua frente, já estou careca de dizer (literalmente) atividade física orientada, minimizará os danos citados anteriormente, claro, dentro das limitações genéticas de cada um, e um dado mais forte ainda: estudos recentes informam que as pessoas idosas submetidas a frequente sobrecarga emocional e estressora estão mais sujeitas a imunosenescência; (doenças da terceira idade), como você está tratando seus idosos? Não são fardos, são tesouros, aproveitem enquanto podem!
O treinamento funcional, além de desafiador para o idoso, divertido dinâmico e seguro, mostra rápidos benefícios em várias qualidades físicas como força, equilíbrio, agilidade, além de aumento de metabolismo, gasto calórico, melhoria de autoestima.
Outra atividade muito indicada para o idoso é a musculação, pois promove um rápido ganho de força total, massa muscular, massa óssea, e pode, quando bem orientada, reestruturar toda a postura do cliente, além de ter total adequação individual, o que aumenta a sua eficiência e segurança,estes são, na verdade, todos os benefícios que qualquer pessoa, idosa ou não, necessita.
Agora uma dica para todos: o envelhecimento é precoce para aqueles que sofrem de estresse crônico, estudos detectaram a presença de níveis elevados de radicais livres em pessoas submetidas a estresse. Como você se diverte? Cigarro? Bebida? Noites em claro? Seu hobby é acumular coisas? Comprar o SUV mais novo, pois aquele do ano passado está passado? A revista vogue já mandou comprar aquela bolsa nova que custa uma casa popular, vai ficar de fora? E sua família? E seus amores? Como você ganha a vida? Do que você precisa? Mas precisa mesmo! Não aquilo que a sociedade, a televisão ou sei-lá-o-oque-quê diz que você precisa ter! Riqueza de verdade o ladrão não rouba, a traça não rói, o cupim não come, e quando partimos, levamos conosco. Pense!!!

Em breve vamos tratar mais detalhadamente das atividades indicadas para a terceia idade, aquelas que efetivamente minimizam ou retardam ao máximo os efeitos naturais do passar dos anos.

terça-feira, 28 de maio de 2013

FINALMENTE...O QUE É FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO? E BIOMECÂNICA?

     FINALMENTE...O QUE É FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO? E BIOMECÂNICA?

              Pessoal, outro dia uma aluna de certa academia no Bessa me abordou com perguntas sobre o trabalho de persona trainer, eu, muito dinâmico e falante que sou (e falando bem baixinho como sempre), tratei logo de explicar como funcionava como seria o atendimento, os valores, e entreguei meu cartão: Especialista em fisiologia e biomecânica. Que maravilha!!!
                Ela muito educada e simpática olhou para mim e perguntou: “O que é fisiologia?” antes que eu pudesse abrir a boca (para gaguejar) “E o que é biomecânica”. Fiz o que mais gosto de fazer: sorri e disse a verdade: “é melhor explicar no blog”.
                Gente! Imaginem quantas pessoas não tiveram esta dúvida e ficaram com vergonha de perguntar! Então vamos desvendar agora estes segredos profundos e insondáveis do universo das ciências humanas...Que drama!

                A Fisiologia humana estuda como o corpo funciona, seus sistemas, órgãos e processos, detalhada e minuciosamente, cada menor reação, esta ciência pesquisa e tenta descrever, auxiliando assim, outras áreas do conhecimento, principalmente a biomédica. Fisiologia do exercício estuda como o corpo humano, seus sistemas, órgãos e processos, reagem e se adaptam fisiologicamente ao estresse agudo do exercício, ou seja, atividade física, bem como ao estresse crônico do treinamento físico (WILMORE & COSTILL, 2001). Quem tem esta especialidade consegue prescrever melhor o treino, principalmente o cardiorrespiratório, inclusive para pessoas com necessidades especiais desde cardíacos até atletas. Possui ainda a prerrogativa de trabalhar em equipes multidisciplinares em clínicas de reabilitação cardíaca, ou equipes de atletas de alto rendimento.

                A Biomecânica, como o nome sugere, estuda o movimento dos seres vivos sob aspectos mecânicos, suas interações com o ambiente em que vivem e seus efeitos no corpo. Biomecânica aplicada ao exercício diz respeito ao estudo das forças mecânicas que estão envolvidas nos movimentos do corpo humano, durante a atividade física: planos, eixos e alavancas utilizadas, a interação articular e muscular em todos os movimentos realizados no treino, desde o aquecimento ao alongamento final.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

HIPERTROFIA MUSCULAR - PARTE 2

HIPERTROFIA MUSCULAR PARTE - II

          Agora que vocês já entendem um pouco sobre hipertrofia, sabem diferenciar hipertrofia sarcoplasmática e miofibrilar, é hora de se informar sobre as mais recentes descobertas na área da fisiologia sobre este assunto.
          A palavra de ordem para hipertrofia é HIPÓXIA! OHHH! O que será? Siga o link, mas no nosso caso refere-se à redução drástica de aporte sanguíneo ao músculo em trabalho. Em centros de pesquisa mais avançados, tem-se pesquisado a privação de fluxo sanguíneo durante a atividade física com sobrecarga por garroteamento, muito perigoso, ainda em teste, meus queridos alunos nem pensem nisso!!!
          Vamos ver agora como poderemos produzir o “efeito hipóxia” durante um treino normal de musculação e assim obter um melhor resultado para hipertrofia.
   Alguns treinos comumente usados nas academias e já consagrados geram naturalmente o “efeito hipóxia”, é isso mesmo, você já deve estar fazendo e nem sabe! Treinos com muitas repetições e pouco descanso entre as séries, entre 40 segundos e 1 minuto, preferencialmente os drop-set’s, bi-set’s e tri-set’s. Incluo também as séries com método agonista antagonista, apenas para alunos muito avançados e com excelente condicionamento cardiovascular, uma vez que este método solicita muito do coração.
            Como você sabe se atingiu o “efeito hipóxia”? Quando sentir aquela sensação de músculo muito inchado que fica até difícil de dobrar o braço, ou levantá-lo, ou estender a perna, durante o treino, pessoal...este treino dói, é para alunos avançados com no mínimo 8 meses de academia!!!
          Outra dica, não confunda a dor normal do treino pesado com a dor de alguma lesão, no pós-treino não existe dor, principalmente em articulações. Como gosto de dizer sempre aos meus queridos leitores, pensem por si... Certamente conseguirá colher alguma dica boa deste “post”.

          Usem bom senso e falem com seu professor, e qualquer dúvida ou dica podem me perguntar, aqui ou no facebook. Abraço!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CONDROPATIA PATELAR (condromalácia)

      A Sindrome da dor patelo-femural refere-se aos estágios iniciais da condromalácia patelar, mais corretamente denominada condropatia patelar, e popularmente conhecida entre os adeptos da corrida como “joelho de corredor”, entretanto o apelido não faz justiça porque a incidência também é grande entre jogadores de futebol, tenistas e ciclistas. É uma patologia crônica degenerativa da cartilagem da articulação da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais, gerando desconforto e dor em torno ou atrás da patela.
       Na condropatia patelar o joelho já está estruturalmente lesionado, enquanto que a síndrome da dor patelo-femural refere-se aos estágios iniciais da patologia, quando o quadro ainda pode ser revertido. Todavia, alterações resultantes de reações inflamatórias internas da cartilagem geram uma destruição estrutural de tratamento mais complicado.
    As causas da condropatia patelar ainda não foram completamente esclarecidas, porém na sua etiologia são relacionados fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que levam ao enfraquecimento e amolecimento da cartilagem. Dentre os fatores anatômicos é importante citar o desequilíbrio muscular gerado por exercícios executados incorretamente, séries desestruturadas excesso de sobrecarga e angulação incorreta ou exagerada, que podem levar ao desequilíbrio de forças entre os músculos laterais e mediais da coxa. Encurtamento dos músculos isquio-tibiais, (posteriores da coxa), aqueles que minhas alunas odeiam alongar ao final do treino, algumas me beliscam, me ameaçam...pois bem: VÃO TER QUE ALONGAR!!!
          Outro fator bem comum é o traumatismo, tanto crônico (por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur) como é comum nas mulheres, devido aos ossos dos quadris mais largos, levando ao chamado joelho valgo (para dentro), ou por um trauma único, como uma pancada, e também, pode ser resultante de uma lesão aguda da cartilagem patelo-femural, o que ocasiona nutrição inadequada da estrutura em questão devido a fissuras produzidas. 
      A condropatia patelar apresenta diferentes estágios, conforme o grau de degeneração da cartilagem: amolecimento, fragmentação ou fissuras, até a erosão ou perda total. Por isso há necessidade de consulta clínica imediata, ainda no início das dores. Se ocorrer insistência na atividade física, as fissuras na cartilagem podem expor os ossos à fricção, aumentar consideravelmente as dores e causar inchaço no joelho afetado. O tratamento cirúrgico é o último recurso, pois causará limitação da atividade esportiva. Outebridge (1961):
  • Grau I: amolecimento da cartilagem e edemas.
  • Grau II: fragmentação da cartilagem ou rachaduras com diâmetro inferior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau III: fragmentação ou rachaduras com diâmetro superior a 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau IIII: erosão ou perda total da cartilagem da articulação em questão, com exposição do osso subcondral.
Tratamento:
          Na verdade devemos evitar o avanço da lesão o quanto for possível, reestruturando e reequilibrando a função muscular, além de adequando a série à realidade do aluno.
  • Alongamento dos músculos posteriores dos membros inferiores.
  • Fortalecimento do músculo vasto medial oblíquo
  • Propriocepção